terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Ano Novo



Feliz 2009




Nesta altura há sempre a tentação de fazer balanços, renovar votos, renovar esperanças...
Há um ano atrás, eu estava com aquele espírito: «ano novo, vida velha»....

Felizmente este ano estou um pouco mais optimista, apesar da crise, apesar dos problemas, apesar de todos os apesar de.....

Claro que não é por mudar a folha do calendário que a nossa vida vai miraculosamente mudar também, mas sinto-me verdadeiramente esperançada num ano melhor.

Já agora, quero manifestar a minha alegria por neste ano que está prestes a terminar ter conhecido, através deste blog, pessoas adoráveis, que contribuíram para alegrar mais a minha vida. Não vou mencionar nomes, até porque vocês sabem quem são.

Sendo assim, quero também desejar a todos um ano 2009

cheio de felicidade, saúde, e todas as coisas boas que desejarem para as vossas vidas. Que os vossos sonhos se vão cumprindo, não já amanhã, mas ao longo de todo o Janeiro, Fevereiro.... e por aí fora.

Feliz Ano Novo


sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Natal doce



Este ano eu e a minha irmã, habitualmente meras ajudantes de cozinha da Mãe no que respeita aos doces de Natal, resolvemos inovar, e decidimos ter também voto na matéria...

A aventura começou no dia 23, já que a massa das broas deve ficar no frigorífico de um dia para o outro.

A tarde do dia 24 foi passada na cozinha, a fazer Broas Castelar e Biscoitos de Natal.

Isso é que foi misturar, bater, moldar, e por aí fora... e não é que foi mesmo uma tarde bem passada?

Aqui estão as broas antes de entrarem no forno.



E aqui estão elas já depois de cozidinhas. Ficaram uma delícia.


Aqui vai a receitinha:

Ingredientes: 500g de batata-doce; 650g de açúcar; 3 ovos + 5 gemas;
250g de amêndoa triturada; raspa de casca de laranja ou casca de laranja cristalizada;
125g farinha de milho; 125 g farinha de trigo;
manteiga, farinha e gema batida q.b.

Coze-se a batata doce. Escorre-se e junta-se 450 g de açúcar. Tritura-se e vai a lume brando até engrossar, mexendo de vez em quando. Deixa-se arrefecer um pouco.

Junta-se a amêndoa, o restante açúcar, 2 ovos e 3 gemas.

Por fim, a casca de laranja triturada (usámos raspa) e as farinhas.

Vai a lume brando e deixa-se cozinhar, mexendo sempre, cerca de 7m.

Deixa-se arrefecer completamente e guarda-se no frigorífico, tapada com película aderente, até ao dia seguinte.

Polvilha-se uma tábua de cozinha com farinha e começam-se a moldar as broas. Eu pensava que esta parte ia ser muito complicada, mas a minha mana, que é muito espertinha, descobriu uma maneira óptima de as moldar: como tem as mãos pequenas, ia moldando as broas na própria tábua, com as mãos em concha. Não sei se estou a explicar bem, infelizmente não tirámos foto. É que na revista (A arte de bem cozinhar) aparecia o cozinheiro com a broa numa mão, e a moldá-la com a outra, e a forma como a minha irmã fez é bem mais prática e muito eficaz. Temos doceira! Foi por isso que lhe ofereci uma caixa com produtos e utensílios para os futuros biscoitos. Vou ficar à espera...

Continuando: vão-se colocando as broas no(s) tabuleiro(s) untado(s) e enfarinhado(s).

Liga-se o forno a 220ºC.

Bate-se um ovo com um garfo, e pincelam-se as broas. De seguida, volta-se a pincelar só a superfície com gema batida. Vão ao forno por 20/22m.

Quando se retiram do forno, passa-se delicadamente com um pano para ficarem brilhantes.

Et voilà, estão prontas a comer, e ficaram mesmo muito saborosas.



Depois das broas cozidas, deitámos mãos à obra aos Biscoitos de Natal, cuja receita está no livro "Biscoitos", da maravilhosa colecção "Le Cordon Bleu".

Estes, escolhidos pela minha irmã, são uma pequena maravilha. Como se pode ver, usámos os moldes em forma de estrela, mas também inventámos outros formatos, conforme as circunstâncias.

Aqui estão as estrelinhas mais pequenas, mas com a mesma massa. Estas foram as preferidas da gulosinha júnior.


Usámos: 250g manteiga sem sal, à temperatura ambiente; 250g açúcar granulado fino;
1 ovo grande, batido; raspa da casca de 1 limão + raspa da casca de uma laranja;
70g cerejas cristalizadas vermelhas, picadas; 450g farinha sem fermento;
1 colher chá canela moída; 1 colher chá noz-moscada moída.

(Aumentámos as doses originais, porque no livro dizia que rendia 12 biscoitos; só podia ser engano, pq nós fizemos uns cinquenta... e os do livro tb estão fininhos. Penso que devia ser 20 em vez de 12...)
Barram-se 2 tabuleiros com manteiga e levam-se ao frigorífico.
Aquece-se o forno a 180ºC.
Forma-se um creme com a manteiga e o açúcar. Adiciona-se o ovo gradualmente, batendo muito bem entre cada adição. Mistura-se a raspa das cascas do limão e da laranja e as cerejas.
Peneira-se a farinha e as especiarias para dentro do preparado e mistura-se. Com uma espátula de plástico, raspa-se a massa para um pedaço de película aderente e achata-se ligeiramente. Embrulha-se e vai ao frigorífico durante 20m.
Coloca-se a massa entre duas folhas de papel vegetal e tende-se até uma espessura de 3mm.
Recortam-se os biscoitos com a forma pretendida, e colocam-se nos tabuleiros, deixando alguma distância entre eles, embora não cresçam muito. Picam-se com um garfo e vão ao forno 10/12m (não deixe ficar mais tempo, para que não comecem a queimar por baixo...).
E pronto. Aconselho a experimentar, porque são na verdade deliciosos. Nem sei explicar o sabor, mas talvez a mistura da canela com o limão e a laranja, a cereja... huummm, são mesmo muito bons.

E, para finalizar, também fizemos este Bolo-Rei!


Não, ainda não nos atrevemos a tanto, talvez no próximo ano, quem sabe...

Depois dos "nossos" doces, ainda ajudámos a mãezona nos sonhos e filhoses de abóbora, mas só a polvilhar com açúcar e canela. Já estávamos demasiado cansadas.

Continuação de boas festas. Daqui a uns dias vem lá mais comilança.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Quem espera desespera...

Pobres criancinhas!




ELA: Grande seca que estamos aqui a apanhar.....

ELE: Podes crer! É que a minha mãe está a experimentar 5 vestidos! Espero que pelo menos nos levem a seguir ao McDonald's...


sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Bolo de marmelada (com nozes, avelãs e gengibre)



A minha mãe todos os anos faz carradas de marmelada. É muito boa, sem dúvida, mas é difícil dar-lhe vencimento...

Aqui há tempos vi na net uma receita de bolo de marmelada, e achei uma ideia original, mas nem sequer anotei a receita.

Há umas duas semanas atrás, e como tinha bastante marmelada no frigorífico, resolvi experimentar. Como não tinha nesse momento acesso a nenhuma receita, resolvi inventar. E felizmente resultou. Ficou muito bom, e com este aspecto:




Entretanto, já nem me lembro das quantidades que utilizei, até porque foi tipo experiência.


Como resultou bem, hoje decidi aventurar-me um pouco mais.

Fiz assim:

120 gr açúcar; 5 ovos grandes;

50 gr nozes raladas; 50 gr avelãs raladas;

80 gr farinha com fermento; um pedacinho de gengibre ralado;

1 chávena pequena de óleo; 100 gr de marmelada.

Comecei por misturar o açúcar com as gemas, batendo até ficar cremoso; acrescentei as nozes e as avelãs, encorporando bem.

Acrescentei o óleo e fui juntando a farinha aos poucos. Depois de bem misturado, juntei um pouco de gengibre ralado (é muito irritante, porque quase metade do gengibre fica agarrado ao ralador; alguém tem uma dica?).

Por fim, as claras batidas em castelo.

Vai ao forno médio em forma bem untada e polvilhada de farinha, durante cerca de 40 minutos.

Antes de colocar a massa no forno, polvilhei-a com um pouco de açúcar, o que resultou numa bela casquinha estaladiça.



Entretanto, misturei numa tijela açúcar em pó com canela, e polvilhei o bolo.

Ficou muito macio e húmido, e o sabor é delicioso, podem acreditar! Acompanhei com uma bela chávena de café, e foi um momento muito feliz!






Baixinho, mas tão saboroso...

Moral da história: os bolos não se medem aos palmos.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Deveres da Humanidade




60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos


Artigo 1º

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.


Artigo 23º

1. Todas as pessoas têm direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desemprego.

2. Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual.

3. Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita, e à sua família, uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de protecção social.


Artigo 25º

1. Todas as pessoas têm direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar, e à sua família, a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.


Artigo 26º

1. Todas as pessoas têm direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional deve ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito.


Artigo 29º

1. O indivíduo tem deveres para com a comunidade, fora da qual não é possível o livre e pleno desenvolvimento da sua personalidade.


A Declaração Universal dos Direitos Humanos tem 30 artigos, mas por esta pequena amostra já se pode ver como estamos, infelizmente, tão longe da sua concretização.

É dever da Humanidade, de todos nós, pô-los em prática.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Amor maior

Hoje a minha mãe fez 70 anos.



Parabéns, mãezinha linda.


Apesar de ela não querer festejos, até porque tem andado adoentada, não podíamos deixar passar a data em branco, ainda por cima sendo um número tão redondinho.

Sendo assim, eu e a minha irmã resolvemos fazer umas coisitas boas, como por exemplo uns maravilhosos biscoitos, inspirados nestes, (muito bem) feitos pela minha simpática e querida xará.

O que fizemos de diferente da receita da Cláudia foi não usar cravo (será cravinho? - não gosto, faz-me lembrar dentistas); além disso, usámos licor de amêndoa amarga, não sei se será a mesma coisa que o amaretto. Cláudia, o que vc me diz?

Aqui estão os ingredientes usados pela Cláudia:

« Moreno de Basel, nome carinhoso para o biscoito Basler Brunsli
1 1/2 xícara de farinha de amêndoas
1 1/2 xícara de açúcar de confeiteiro
1 xícara de açúcar cristal (para abrir a massa e cortar os biscoitos)
3 colheres de sopa de chocolate em pó ou cacau em pó
100 gramas de chocolate amargo 70% de cacau
Duas claras grandes
1 colher de chá de licor de amendoas tipo amaretto Disaronno ou 1/2 colher de chá de aroma natural de amendoas (por favor, não use aroma imitação de amendoas)*
1/2 colher de chá de canela em pó (se preferir use um pouco mais, mas não exagere)
Uma pitada de cravo pó (se preferir use um pouco mais, mas não exagere)
Uma pitada de noz moscada (se preferir use um pouco mais, mas não exagere)
Uma pitada de sal (* pode substituir também por uma colher de chá ou de sopa de kirsch) »

Podem ver todos os detalhes no blog da Cláudia, o link está aí em cima.

A massa estava de-li-ci-o-sa. Só ocorreu um pequeno problema: nós pelámos as amêndoas, e não o devíamos ter feito, porque durante a cozedura, como a massa ficou mais mole do que deveria, espalhou-se muito. Resultado: em vez de biscoitos, ficaram mais bolachas, ou seja, mais magrinhas... mas quanto ao sabor e à textura, nem há palavras. O sabor é mesmo maravilhoso, e realmente ficam estaladiças por fora e molinhas por dentro. Ui, que delícia!











Quanto ao bolo de aniversário, foi o Nuss-Mandeln Kuchen (bolo de avelãs e amêndoas), da cozinha tradicional alemã, e existem várias receitas na net.
Nós fizemos assim:
Ingredientes:

100 gr de manteiga líquida; 150gr de açúcar;

6 ovos; 1/4 colher (de chá) de canela;

raspa de meio limão; 1 dl de leite;

2 colheres (sopa) de Vinho do Porto (ou rum);

250gr farinha de trigo fina; 1 colher (chá) de fermento;

100 gr avelãs moídas; 130 gr amêndoas moídas.

Pré-aquecer o forno a 180º e untar a forma.
Misturar a manteiga, o açúcar, a gema e a raspa de limão. Adicionar o leite e o vinho do Porto.

Em seguida, incorporar aos poucos a farinha e o fermento.

Acrescentar as amêndoas e as avelãs e mexer bem.

Bater as claras em castelo e adicionar à massa.

Vai ao forno por 45 minutos.




É uma delícia. Muito macio, e a mistura das amêndoas com as avelãs dá-lhe um sabor único.
A cobertura foi feita com um pacote de natas (2 dl), 5 colheres de sopa de chocolate em pó e uma colher de sopa de açúcar, tudo levado ao lume até ferver, mexendo sempre.

Aqui a ideia era ver-se o interior, mas houve tremeliques...



Aqui está o bolo e as bebidas que foram usadas nas duas receitas: a Amêndoa amarga e o Vinho do Porto.
*****


Mãezinha linda, desejo-lhe mais 365 dias cheios de saúde, alegria, sem macaquinhos no sótão, sem ansiedade, e com muita felicidade. E já agora não abuse dos bolos, senão os 77 quilitos ainda aumentam... :)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Bolinhos Areados



Ora bem, procurei, procurei, e não consegui encontrar nenhum sítio para hibernar!

Só a minha casinha, mas aqui não posso hibernar, porque há sempre que fazer... portanto, resolvi cair na real, e enfrentar o Inverno. Até porque felizmente a temperatura já começou a subir um bocadinho, o que para mim já é bom. Mas eu já estou como aquele ditado: «não posso com a seca nem com a inverna». É que eu no Verão, naqueles dias muito quentes, já andava a dizer: já estou farta de tanto calor, estou desejosa que chegue o frio. Ai é? Pois aí tens! Agora que ele chegou, pareço uma velhinha, toda encolhidinha. Enfim... o que se há-de fazer?


Pois precisamente para combater o frio, no sábado passado, eu e a minha irmã (e ainda com a ajuda da pasteleira baixinha) decidimos fazer uns bolinhos areados, ou areias.

A receita (O melhor da cozinha portuguesa - TV 7 dias) é a seguinte:

Ingredientes: 180gr de manteiga; 120 gr de açúcar; 270 gr de farinha; manteiga e açúcar q.b.

Unta-se o tabuleiro, polvilha-se com farinha e reserva-se. Liga-se o forno a 180º.

Mistura-se a manteiga com o açúcar até obter um creme. Envolve-se a farinha, e já se podem moldar os bolinhos.

Dispõem-se no tabuleiro



e levam-se ao forno aproximadamente 25 minutos. A meio da cozedura já se começa a sentir um belo odor pela casa. Recomenda-se é que não exceda os 25m, senão... começam a ficar "demasiado morenos" por baixo...

Retiram-se do forno e passam-se por açúcar.

Aqui está o resultado:



Ficaram muito bons, mesmo muito saborosos. Até a malandra da Safira, a nossa gata, quis provar. E parece que gostou, pelo menos lambeu-se de orelha a orelha!




Aspectos a melhorar: fazer as bolinhas mais pequenas e mais redondinhas; isto parece redundante, mas algumas ficaram um pouco espalmadas, acho que ficam mais bonitinhas redonditas, pelo menos é como as costumo ver nas pastelarias.

Mas, para primeira vez, ficaram óptimas.


terça-feira, 2 de dezembro de 2008

segunda-feira, 24 de novembro de 2008


A Cenourita é Linda - Parte II

Ora vamos lá à história: na passada 6ª feira, o carteiro passou por aqui, e trazia uma carta lá dos lados de Leiria... mas infelizmente não estava ninguém em casa e, como o envelope era volumoso, não coube na caixa do correio! Em vez disso, ficou lá um aviso; quando fui ver o remetente, dizia assim: A Tasca da Cenourita. Iupi, iupi!! Mas o que será que a Cenourita andou a preparar? Nada a fazer... toca a esperar todo o fim-de-semana, para ir aos correios na 2ª de manhã, ou seja, hoje!

Fui levar a Carol à escola e dirigi-me aos correios, já quase em passo de corrida, mortinha para ver que cenourice vinha por ali... ai que chatice, 6 pessoas à minha frente... despachem-se lá, quero ver a carta da Cenourita. Finalmente chegou a minha vez. Lá vem a senhora com o envelope grandalhão, mas entretanto reparo que estava quase na hora do meu comboio.

Ainda não é desta! Só deu tempo para ver (sentir) que era qualquer coisa fofinha, mas teve que ir para o saco, e toca a marchar para a estação. Oops, o comboio já lá ia. O seguinte era só daí a 20 minutos. Paciência!

Melhor ainda, assim aproveitei logo a oportunidade para, finalmente, abrir o envelope, enquanto, juntando o agradável a outro agradável, me sentava no bar da estação para beber um cafézinho.

Primeiro, vejo um belo embrulhinho com um mimoso laçarote: o que estará lá dentro?





Mas o que será isto, será um dos miaus da Cenourita?


Vejam lá se conseguem adivinhar...





Pronto, eu digo! Era esta linda écharpe, feita pela própria Anabela Cenourita, e aqui já à volta do meu pescocinho.


É linda, ou não é? Obrigada, Amiga, ADOREI!! Que coisa mai linda!!

(Ao vivo é muito mais bonita, garanto! A minha "máquina" (tm) é um bocadinho traiçoeira...)
E como se não bastasse, a Cenourita Maria ainda enviou estas duas canetas para a Carolina. Ela adorou, a sério. Já pôs uma no estojo para amanhã levar para a escola.
Estamos cheias de sorte! Ele são prendas da amiga ameixinha, agora da amiga cenourita, mas que bom que é conhecer pessoas tão queridas.


Aqui estão eles refastelados a dormir no fofinho. Dormiram tanto que a foto até ficou tremida.


Obrigada, Amiga, nem há palavras para descrever a alegria que estes presentes nos trouxeram.


Obrigada, Amiga Cenourita

A Cenourita é LINDAAAAA!!

(Logo à noitinha dou mais pormenores... me aguardem)

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Parabéns, Irmã




PARABÉNS, MANINHA LINDA!


Ofereço-te esta florzinha:




Não sei se já te disse que és a minha irmã preferida. Ah, é verdade, não tenho mais nenhuma...

A sério, tu sabes muito bem, mas nunca é demais dizê-lo: adoro-te, estou-te imensamente grata por tudo de bom que tens trazido à minha vida, começando logo pelo teu nascimento, que foi sem dúvida uma das maiores alegrias da minha vida!!

Obrigada por estares sempre presente, nos bons e nos maus momentos - é esse o verdadeiro significado da palavra Fraternidade.

Continua a ser a pessoa maravilhosa que és. Desejo-te tudo o que tu mereces, que é simplesmente o melhor. Que a tua vida continue a melhorar, que consigas concretizar os teus objectivos e, sobretudo, que sejas muito FELIZ!!


Um abraço muito apertado da mana velha.




quinta-feira, 20 de novembro de 2008

6 - 2

Eis que a CRISE passou finalmente para segundo plano!

E porquê?

Porque o Brasil derrotou Portugal por 6-2, o que se tornou imediatamente no assunto do dia.

Manchetes dos jornais:

«Brasil cilindra Portugal»

«Brasil humilha Portugal com goleada»

«Brasil despachou Portugal com goleada impensável»

«Voltámos ao tempo da bola quadrada»

«Humilhados, selecção goleada no Brasil»

Desabafo do treinador Carlos Queiroz: "Sofremos golos que não podemos sofrer." (Não?????) "Alguns foram mesmo patéticos" eheheh



Para mim, patético é isto:

Que vergonha, Cristiano Ronaldo!

Solução para esta tragédia nacional: Que a Selecção Portuguesa NUNCA, mas NUNCA mesmo volte a jogar num dia 20 de Novembro! É que, neste mesmo dia, mas em 1955, a Suécia ganhou-nos pelo mesmo resultado! Ou seja, a culpa não foi dos jogadores, tadinhos, foi do dia que é aziago......

Felizmente, o jornal METRO preocupa-se com assuntos bastante mais sérios, e tem como destaque uma sondagem cujo resultado conclui que «Andamos pouco felizes» - «Estudo europeu revela que portugueses são dos mais insatisfeitos e infelizes com a sua qualidade de vida.» Pudera...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Ovo do Coração

Ontem ao jantar experimentei a forminha que a amiga Ameixa ofereceu à Carol, como já tinha dito antes.

Como vêem, fica um mimo.



Ela, que ainda por cima é louca por ovos, adorou a gracinha. Acho que este ainda lhe soube melhor. Fica mesmo um miminho. Ameixita, mais uma vez, obrigada. Agora ainda vais estar mais presente cá em casa.



segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Caril de Frango com Cardamomo




No Sábado passado, a minha filha quis convidar a tia para ir lá a casa jantar e dormir (esta, para ela, era a parte mais divertida - tipo festa de pijama...). E assim foi.

O jantar foi escolhido em função de um ingrediente: o CARDAMOMO. Sim, porque a amigona Ameixinha teve a grande gentileza de me enviar umas sementes do dito, já que eu tinha ficado com água na boca para provar essa especiaria que não conhecia.



Além do cardamomo, a Carolina ainda teve direito a uma forminha/ molde para ovos estrelados ou crepes. Vou experimentá-lo hoje ao jantar.

Mais uma vez, obrigada, Ameixinha, és um amor. Foi tão bom receber a encomenda, tão emocionante, é uma sensação óptima. Adorámos, Amiga!



Então, a receita escolhida foi Caril de Frango.




A receita original foi tirada do blog "receitasonline", mas como o objectivo era apreciar bem o sabor do cardamomo, e como esta receita leva IMENSOS ingredientes, resolvemos simplificar, com receio que o sabor do cardamomo se perdesse no meio de tantos sabores diferentes.

Vou começar pelo fim, ou seja, pelo que excluímos: presunto, maçã reineta, tomilho, canela, pimenta e manteiga (substituí por azeite).

Então, fizemos assim:

Ingredientes: 1 frango, 1 cebola, 2 dentes de alho, 200 gr de tomate, azeite (a olhómetro), 1 colher (sopa) de caril, 1 dl de natas, 4 dl de leite de coco, meio limão, 1 folha de louro, uma pitada de noz-moscada, outra de açafrão, sal e sementes de cardamomo (7 vagens).


( publicidade não paga... )

(o cardamomo no almofariz)

Pica-se a cebola e aloura-se no azeite. Junta-se o frango, cortado em pedaços. Polvilha-se com o cardamomo, a noz-moscada, os dentes de alho esmagados, o louro, o açafrão e o caril.

Mistura-se tudo e junta-se o tomate pelado e esmagado. Tempera-se com (pouco) sal.

Rega-se com o leite de coco e deixa-se cozer durante 40 minutos, em lume médio.

Aos 35 minutos de cozedura, adiciona-se um pouco de sumo de limão e as natas.

Envolve-se bem, e depois é só apreciar este belo petisco. Acompanhámos com arroz branco.

Et voilà:


NOTAS: Adorámos o sabor do cardamomo. É tão agradável, tão perfumado, tão... maravilhoso!

Na próxima oportunidade vou usá-lo num bolo, espero que o resultado seja tão satisfatório quanto este.

Li uma frase muito bonita sobre as especiarias: «Devem usar-se como quem usa um perfume, na ocasião e na quantidade certa, subtilmente...»

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Trambolhões



OHHHHH!!!!!
HOJE FOI DIA DE TRAMBOLHÃO!
TADINHOS DOS MEUS JOELHITOS!





SNIF, SNIF









E agora acabei de saber que a minha avó também deu hoje um trambolhão, e tem um joelho todo negro! Tadinha dela, também.
Vade retro, Satanás! (Digo eu, a mãe)

Pombas!



«Apesar de simbolizar a Paz, a pomba é considerada praga urbana por ser hospedeira de diversos organismos que causam prejuízos à nossa saúde. Mesmo assim, a pombinha não deixa de ostentar sua beleza e graça. A foto foi tirada na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. »

copyright Celma Leite
site trekearth.com



Eu sei que a pomba é o símbolo da Paz, etc. e tal, MAS.... lamento dizer que não gosto nada de pombas!! Eu até gosto muito de animais, e nem sequer tenho tendência para a descriminação, mas... não posso evitar que elas me causem repugnância. Além disso, está mais que provado cientificamente que são transmissoras de inúmeras doenças.

Bem, adiante...

Foi preciso pegar hoje no jornal "Destak" para ficar a saber que

« 16 pombais ameaçam saúde pública em Alverca »

que, por acaso, até é a cidade onde eu moro...

Transcrevo de seguida alguns excertos da notícia do Destak:

«No centro de Alverca há 18 anos que existem pelo menos 16 pombais paredes meias com habitações. O Destak foi alertado para a situação por Fernanda Bravo, 65 anos, moradora há 40, a quem foi diagnosticada alveolite alérgica extrínseca em Maio deste ano, uma doença comum em pessoas que convivem com aves.

(...) fala com respiração ofegante e clara dificuldade. «Tenho o pulmão direito parado (...) e tive que deixar quase todas as minhas actividades, porque sinto um grande cansanço».
A primeira consulta no serviço de pneumologia do Hospital Pulido Valente (...) Seguiram-se muitas outras, que culminaram na necessidade de efectuar uma biópsia pulmonar (...)
Desse exame resultou uma indicação médica clara: é necessária a cessação definitiva do contacto com os pombos; «a persistência desta exposição pode condicionar a progressão e o agravamento da doença e conduzir gradualmente à falência respiratória e morte por fibrose pulmonar irreversível», lê-se no relatório médico (...). »

Que coisa horrível!

Felizmente que não moro perto de semelhante pombal, nem sequer sei onde fica! Ainda por cima com rinites alérgicas na família, devia ser bonito...

Continuando a citar o Destak:
«Correntes de ar, contacto com penas ou excrementos das aves são formas de contrair a doença, quando verificada a alergia à sua proteína.
O caso já foi exposto à CM de Vila Franca de Xira, responsável pelos pombais, que assegurou a saúde dos animais. O veterinário municipal assegurou que todas as medidas de higiene estavam a ser respeitadas, no entanto, a alveolite alérgica não está relacionada com qualquer doença das aves.
O problema está no convívio com os próprios pombos
, e tal foi claramente explicado à autarquia. Segundo alerta o médico do Pulido Valente, a doença de que Fernanda sofre pode levar «à destruição da função pulmonar ou até morte». »

É apenas um caso, diz a Câmara Municipal!

«O (...) responsável pelo departamento de Qualidade Ambiental, explicou que foram feitos exames e não consideram que exista uma ameaça à saúde pública. Relembrou a grande tradição que o município tem na sua relação com os pombos correios:
«Temos muitos grupos colombófilos aqui, há vários anos. Esta é a única situação que conhecemos», disse. »

Que conveniente! Mas por que é que não põem os pombais num local afastado das habitações?
(Digo eu, claro!)

«Para Fernanda, a solução não é simples: (...) Mudar de casa é (...) um cenário financeiramente difícil.
Fernanda duvida que o seu caso seja único: «tenho duas vizinhas com problemas respiratórios e com certeza haverão mais». O Dr. Leonardo Ferreira, confirma esta possibilidade: «muitas pessoas podem estar doentes sem saberem», já que uma exposição tão intensa a aves não raramente resulta na doença. »
(Os "negritos" são da m/ autoria).

Foto do jornal "Destak":



Mas pelos vistos, não é só em Portugal que elas causam estragos:


segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Bolachas de Chocolate com Pepitas

No passado fim-de-semana (pois é, já é passado...), para variar do tradicional bolinho, resolvemos fazer bolachas. Nem foi preciso escolher muito, as fãs de chocolate ganharam: Bolachas de Chocolate com Pepitas do dito cujo.





Levam os seguintes ingredientes:

200 gr de manteiga à temperatura ambiente
200 gr de açúcar
3 ovos
500 gr de farinha
1 colher pequena de fermento em pó (se a farinha já tiver fermento, não é necessário)
5 colheres de sopa de chocolate em pó
1/3 de tablete de chocolate de culinária ou pepitas pré-compradas

Bate-se a manteiga com o açúcar e os ovos. Junta-se o chocolate em pó, de preferência peneirado, e bate-se com a batedeira eléctrica.
Depois, junta-se aos poucos a farinha, misturada com o fermento, e bate-se de novo a massa.
Quando começa a ficar difícil de bater com a batedeira, é necessário "pôr a mão na massa", adicionando a farinha que falta. Um pormenor: esta massa foi amassada por nada mais nada menos do que 6 mãos (eu, mana e filha): toda a gente quis colaborar! A minha mãe tirou uma foto (já que nenhuma de nós estava em condições de o fazer...) mas foi com a máquina "tradicional" (de rolo) e ainda não está pronta. É pena, deve estar jeitosa...

Untam-se dois tabuleiros com margarina e polvilham-se com farinha.

Com as palmas das mãos bem enfarinhadas, formam-se bolas com a massa. Aqui foi a vez da mãezona trabalhar. Fartou-se de fazer bolinhas. Depois espalmam-se no tabuleiro (ou numa tábua de cozinha, que foi o que fizemos), formando bolachas de tamanho a gosto.




Por fim, colocam-se as pepitas sobre as bolachas, pressionando ligeiramente (usámos duas barras de tablete partidas em bocadinhos).

Vai ao forno previamente aquecido a cerca de 180º. Colocam-se os tabuleiros na parte superior do forno.
Deixámos cozer as bolachas cerca de 20/22 minutos.

E ficaram assim:




Muito boas, óptimas para acompanhar com um cházinho ou, no meu caso, com uma bela chávena de café acabado de fazer (não tenho emenda...)