segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Sonia, apresento-lhe a Gila

Cara Sonia, em resposta à sua questão sobre a gila, achei melhor colocar uma imagem, porque pensei que talvez aí no Brasil tivesse outro nome (é daqueles casos em que uma imagem vale por mil palavras). Andei a ver na net, e parece que aí também se chama gila, só que não existe em todas as regiões: é o que faz viver num país enorme como o seu...



Para dizer a verdade, eu aqui em Portugal também nunca vi o interior de nenhuma "ao vivo", só conheço mesmo o doce, mas compro-o em frasquinhos, não sou eu que faço. Inteira já vi, é da família das abóboras.

Aqui em baixo coloquei um excerto de um site brasileiro (brasilsabor), espero que você fique elucidada. E se puder prove o doce de gila, porque é muito bom.

«Os moradores de Bom Jesus adotaram uma fruta pouco conhecida como símbolo da cidade: a gila. No povoado de 12.000 habitantes, que costuma registrar temperaturas negativas no inverno, são raras as pessoas que nunca ouviram falar da gila. Porém, basta sair da cidade para a fruta se tornar desconhecida do público.
A gila é uma espécie de abóbora, de nome científico Cucurbita ficifolia, e se assemelha externamente a uma melancia. Mas ao abri-la, seu interior consiste de uma polpa branca e fibrosa, com sementes grandes e escuras. A fruta provém de uma planta perene, trepadora, com folhas manchadas de branco. A gila, que é conhecida desde a infância de muitos moradores idosos da cidade, se perpetuou pelos quintais das casas em Bom Jesus sem ter sido plantada. Aliás, muitos acreditam que as sementes não devem ser plantadas e sim jogadas sobre a terra para ocorrer a germinação.
Nos restaurantes de Bom Jesus é comum ver doces feitos de gila servidos como sobremesa. Já nos supermercados, é possível encontrar a fruta in natura ou pequenos pacotinhos com bombons de gila. »
Bom Jesus, RS
Bom Jesus pertence aos seguintes roteiros:
Porto Alegre, Serra e Litoral Gaúcho
Receitas
Doce de Gila

Nota: Neste site que eu citei, o nome em latim é "cucurbita"; Segundo a Cláudia (brasileira a viver na Noruega, e que estudou este fruto), é curcubita. Fiz uma pequena pesquisa no Google, e aparece das duas maneiras em imensos sites, portanto fiquei na mesma... vou tentar investigar melhor, mas não tenho aqui à mão os meus dicionários de Latim. Se chegar a alguma conclusão, darei informações.


sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Dia das Bruxas

Ora aqui está uma maneira simpática de assinalar o Dia das Bruxas & Cia. Obrigada, Kláudinha.





Eu por acaso não costumo ligar muito ao Halloween, porque acho que é uma "americanização" da nossa cultura, é uma festa que não faz (ou não fazia...) parte da nossa tradição ou cultura. Mas, como nos últimos anos tem vindo a ganhar mais expressão, e com crianças em casa, já se sabe que estas datas acabam por não poder passar despercebidas.

Está lindo, o selinho. Então esse morcego/vampirinho com um ar tão simpático, é delicioso!

É pena que no meu blog as imagens não fiquem com moldura.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O Inverno já está a chegar?

Parece que sim...



Eu até gosto de chuva, juro que gosto, mas.... ó pá, logo de manhã, uma pessoa ter que ir levar o rebento à escola (já para não falar nas pessoas que têm 2 ou 3), mochila para um lado, sacola com o lanchinho para o outro, e mais os chapéus de chuva, e mais os casacões, e mais as poças de água, e os carros a passarem e a deitarem aqueles simpáticos salpicos, quando não são autênticas enxurradas... enfim, como agora se diz muito por aí, ninguém merece!!

Depois o problema maior é que as sargetas andam entupidas com as folhas secas, depois basta chover uma hora ou duas, para ficar tudo alagado. Hoje de manhã, no largo em frente à estação da CP de Alverca, parecia que já chovia há 3 dias sem parar, tal era a quantidade de água acumulada por todo o lado. Afinal o que é que as autarquias andam a fazer? A gastar dinheiro mal gasto, é o que é, e depois para os problemas principais, não há.

Já estamos nisto, e ainda falta um bom bocado para o Inverno chegar oficialmente...

E parece que nos próximos dias o mercúrio vai continuar a descer neste objecto:


Toca a pôr mais roupinha na cama, a tirar as mantinhas da arca e a ir buscar os casacos mais quentes que houver lá por casa. O Inverno está a chegar...
Resta-nos esperar pelo Verão de S. Martinho, também já não falta muito.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Margaridas tricolores com molho rosado




Pode parecer uma piada, mas não é: depois de ter feito este prato ontem, ou seja, em pleno Outono, e apesar de ter gostado do resultado, cheguei à conclusão que é um óptimo prato para a Primavera - é que tem um ar muito fresco!

Mas é muito bom, e sobretudo simples, factor que eu tenho sempre em conta.

A receita base está na TeleCulinária de Outubro, mas para variar fiz à minha maneira, que foi assim:

Cozi 200 gr de margaridas tricolores (até ontem desconhecia esta massa, mas achei-a muito bonita e original).





No pacote diz que o tempo de cozedura é 9m, mas eu não gosto muito da massa al dente, por isso deixei cozer mais uns minutinhos.


Enquanto a massa cozia, cortei em tirinhas 250 gr de fiambre.

Escorre-se a massa e passa-se por água fria. Deixei no escorredor enquanto preparei o molho:

Leva-se ao lume (brando) 3 dl de leite, uma colher de sopa de farinha e uma colher de sopa de margarina. Depois de bem misturado, acrescentei um pacote de natas levemente batidas (a receita pedia 1dl, mas antes que deixasse estragar a outra metade, usei tudo), 4 colheres de sopa de ketchup, um pouco de noz moscada e uma pitada de sal. Mistura-se bem (passei com a varinha mágica durante cerca de 1 minuto).

Coloca-se a massa no recipiente onde se pretende servir, coloca-se por cima as tirinhas de fiambre e rega-se tudo com o molho. Por cima pus coentros picados.

Fica muito bom, mas como já disse, "cheirou-me" a prato primaveril e não outonal.



Notas:
1. Se voltar a fazer antes do tempo quente, não vou passar a massa por água fria. Agora sabe-me melhor comida mais quentinha.
2. Embora não pareça na foto, o molho ficou mesmo rosado, ou, para ser mais precisa, uma cor entre o rosa e o salmão. MAS, na TeleCulinária, o molho, pomposamente chamado "rosé", também aparece branco, o que já é um consolo para mim... (ai ai que ainda me processam...)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Contos de Fadas

Mundo de Fantasia



É tão querida, a minha amadinha.


E é tão bom viver nos contos de fadas... ou, neste caso, de sereias, princesas, palácios subaquáticos e companhia. Até os polvos e os peixes são coroados... será que a miúda vai ser monárquica??

Mas também não faltam uma mistura de peixe-agulha com peixe-serra e um mini tubarão, para contrabalançar.

Do lado esquerdo estão as rochas com algas e uma estrela do mar, e por cima (?!) o farol.

Ali ao meio é uma queda d'água, não sei muito bem é de onde é que ela sai... Ai que bom que é ter sete anos!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Formação de Adultos

Quem me conhece, ou quem leu o meu perfil, sabe que sou professora. Porém, nos últimos dez anos, só o fui em teoria. Sete desses anos foi por opção própria, mas nos últimos três foi por não obter colocação no ensino público.


Faculdade de Letras de Lisboa

A minha licenciatura é em Línguas e Literaturas Modernas (Português/Francês). Em 1996 terminei a profissionalização, através de um estágio de dois anos (um teórico e outro teórico-prático). A parte prática teve lugar na antiga Escola Secundária da Cidade Universitária, da qual guardo muito boas recordações.
Aqui está ela, ou melhor, o que ela era (entretanto foi extinta):



Em 1998 surgiu-me uma alternativa ao ensino que me seduziu bastante, e aproveitei a oportunidade: trabalhei durante quatro anos num jornal diário, na preparação da edição on-line. Entretanto, em 2002, esse jornal dispensou bastantes funcionários e colaboradores; infelizmente, eu estava incluída nesse número (grande parte do trabalho que eu fazia foi automatizada; é a velha história das máquinas a substituírem o trabalho do ser humano, nem sempre com os melhores resultados.....).

Bom, para resumir a história, desde então para cá tenho-me dedicado a diversos trabalhos, maioritariamente traduções. Actualmente, faço parte do grande número de pessoas que trabalha em regime dos já famosos recibos verdes, embora na prática não seja trabalhadora independente, mas, infelizmente, convém a muita gente que esta situação se mantenha...

Entretanto, desde há três anos a esta parte, tenho concorrido para o ensino público, sempre sem resultados!

Passado todo este tempo, surgiu-me finalmente uma oportunidade de dar utilidade ao meu estágio, pois desde o início deste mês estou a leccionar, desta vez numa escola profissional.

Trata-se de ensino para adultos (cursos EFA - Educação e Formação de Adultos), e curiosamente esta foi uma área que sempre me seduziu, e estou a gostar bastante. Confesso que estava um pouco receosa, devido à grande interrupção que tinha feito, mas estou bastante satisfeita. É curioso que não há comparação, em termos de motivação por parte dos alunos, entre os adultos e os adolescentes. Neste caso, a motivação é bastante grande, as pessoas querem mesmo aproveitar esta oportunidade de poderem obter a escolaridade que, pelas mais diversas razões, não puderam concluir no passado.

Está a ser muito, mas mesmo muito trabalhoso, por um lado devido às discrepâncias entre os formandos, e por outro devido à carga burocrática (muuuito papel, muitos conteúdos, muita planificação, etc., etc...), mas estou a gostar bastante. Começou por ser uma agradável surpresa, que espero que resulte num trabalho bastante compensador, tanto para mim quanto para todos eles.