segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Tarte de Limão

Este fim-de-semana, em casa dos meus pais, eu e a minha irmã decidimos fazer uma tarte de limão. Fizemo-la no Sábado, mas só ontem a provámos, porque é uma tarte muito encalorada e tem que ficar a dormir no frigorífico!
Para variar, fizemos umas adaptações à receita original, mas isso já é da praxe.

A receita pedia massa areada doce (caseira), mas apeteceu-nos simplificar a coisa, comprando a massa já feita. Só que não havia areada, então foi massa quebrada mesmo.

Quanto ao recheio, usámos:
1 pacote de natas;
4 ovos;
150gr de açúcar granulado fino;
sumo de 3 limões médios;
raspa de 1/2 limão.

Deve usar-se uma forma de fundo amovível. Levámos ao forno apenas a massa durante 10 minutos (tivemos que fazer aquele truque de cobrir a massa com papel vegetal e uma camada de feijão).

Preparação do recheio: aquecem-se as natas em lume brando (nós não as batemos previamente, mas parece-me que o devíamos ter feito...); batem-se os ovos, o açúcar e o sumo de limão, e de seguida incorporam-se as natas. Coa-se o preparado, junta-se a raspa de limão e espalha-se sobre a massa.
Vai ao forno médio durante 30/35 minutos. Deixa-se arrefecer completamente, e leva-se ao frigorífico durante várias horas, ou de preferência a passar a noite, para ficar mais relaxada...

Antes de servir, polvilha-se com açúcar em pó.




Esta tarte, obviamente, fica com um sabor um pouco ácido, mas para quem for fã de limão, como é o meu caso, isso não é problema, pelo contrário. Já a minha filha torceu o nariz... disse que era amarga!
Eu adoro tudo o que leve limão, por isso adorei.
(Eu costumo usar limão em tudo o que é salada, substituindo o vinagre).

Mas quem não apreciar aquele travo amarguito, pode substituir por laranja, ou então usar uma mistura de ambos.




A receita original está no livro "Pastelaria", da colecção "Le Cordon Bleu".
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A seguir ao alimento do corpo, uma referência ao alimento do espírito: podem ver aqui mais uma participação na Academia dos Livros. Na minha opinião, mais um livro a não perder.

9 comentários:

edinha disse...

A tarte ficou linda!O livro de onde tirou a receita tem muita coisa boa.Eu tenho a colecção :)
Beijinho

Cláudia M. disse...

Olá Edinha. É um prazer receber a sua visita. Já tenho visitado mtas vezes o seu cantinho, e até fico "de queixo caído". Eu sou apenas uma "amadora" na cozinha.
Esta colecção é muito boa. Eu, como sou gulosa, só comprei este sobre Pastelaria, mas já me arrependi, pq estavam a um preço mto bom, e já desapareceram!
Claro que "a cara" desta tarte ficou aquém da do livro, mas para primeira vez, fiquei contente com o resultado.
Um beijinho.

Mundo de Alice disse...

Linda Tarte
adoro o sabor do limão
bjs

ameixa seca disse...

Eu gosto dos sabores citricos :)
Quanto ao livro vou lá ver...

Cenourita disse...

Hummm... que bom aspecto! Não sobrou uma fatia para eu provar?
Oh Cláudia, desculpa mas não percebi aquele truque do feijão...
Beijocas***

Cláudia M. disse...

Cenourita, em algumas receitas de tarte, qdo é pedido que a massa vá cozer primeiro sem o recheio (para evitar que a massa fique "encharcada" pelo recheio), recomendam pôr papel vegetal e uma camada de feijão ou grão, e vai assim ao forno (depois o feijão tira-se, claro!). Eu penso que seja para a massa se manter direitinha, mas tb não tenho a certeza... Limitei-me a obedecer... Cozer 1º a massa tem a vantagem de não deixar que o recheio escorra, o que já me aconteceu, numa dessas formas de fundo amovível.
P.S.: Lamento, mas não sobrou nada! Bjs

ameixa seca disse...

Amores, esse truque é usado para a massa não subir... se subisse já não dava para lhe enfiar o recheio ;)

P.s.: Vim meter a minha colherada. Perdão! :)

Cláudia M. disse...

Quem sabe, sabe, Ameixinha.
Bjs

Saltapocinhas disse...

ou talvez pôr menos sumo, parecem-me limões a mais!

e olha que também sou fã de limões e só tempero com eles, tal como tu!

aquecer as natas é que me parece bem estranho!
e aquecer as nata sdepois de batidas é mais estranho ainda!
deve ser mesmo antes de bater