domingo, 21 de novembro de 2010

Fraternidade



Um belo dia de Outono, o meu pai pega-me pela mão e leva-me a "ver uma novidade". Não me recordo muito bem dessa parte, mas tenho a impressão que não sabia bem do que se tratava. Chegamos a um hospital, entramos numa enfermaria, vejo várias senhoras nas suas camas, e uma delas era a minha mãe. Não estava com grande aspecto, para dizer a verdade. Ainda estava a recuperar da anestesia, com uma agulha espetada no braço, o que me fez ficar muito preocupada, achei que ela não devia estar nada bem. Mas entretanto ela falou comigo, e lá fiquei mais sossegada.
Enquanto isso, alguém trouxe uma "encomenda": uma coisinha pequenina, rosadinha e bochechuda, dentro de um "berço com rodas". Então e não é que aquela coisinha mais fofinha ERA A MINHA IRMÃ!!
Não sei se já tinha dito, acho que sim, talvez noutra ocasião, mas posso reafirmar que este foi, sem dúvida, um dos dias mais felizes da minha vida! Foi uma alegria enorme, enormíssima, aquele bébézinho era meu!! Era a minha irmãzinha!




Aqui não estava lá muito satisfeita, acho que se tinha esquecido dos óculos escuros, e o sol, em cheio na cara, estava a incomodá-la...
Era a coisa mais fofa ou não era?

Já subimos juntas muitas escadas...

E até sobrevivemos à moda dos anos 80...



Em 2001 ofereci-lhe um presente:



esse presente cresceu, mas posso dizer com muita satisfação que tem uma adoração enorme pela sua tia, e isso deixa-me mesmo muito feliz.

Também compartilhamos um amor imenso pela nossa baixinha, a nossa querida mãezona.
Pelo pai também, claro, embora esta família seja muito matriarcal. :)
A dada altura, por circunstâncias da vida, eis que se dá uma inversão de papéis, e a minha irmã mais nova passa a ser a protectora, a irmã mais velha, a mãe.


Outras vezes sou eu que, do alto dos meus nove anos a mais, sinto vontade de a proteger, como se faz com um passarinho frágil que está a aprender a voar. Altos e baixos, agora protego-te eu, agora proteges-me tu. E como me sinto impotente quando quero fazer alguma coisa e não sei o quê, nem como. E, por mais que mudem as personagens, ou as peças do cenário, o pano de fundo mantém-se sempre o mesmo: uma enorme amizade, o verdadeiro amor fraterno.

Por tudo isto e muito, muito mais, deixo aqui a expressão do meu enorme amor por esta menina, que nasceu no dia 21 de Novembro de 1974.


Muitos parabéns, maninha!
Adoro-te, e quero muito ver-te feliz.