terça-feira, 4 de novembro de 2008

Bolo de Nozes (alentejano)

Como já disse antes, quando os meus pais vêm do Alentejo, é sempre uma festa de coisinhas boas do campo, como estas:



Podem ver mais aqui.


Eu, como gulosa-mor, fui logo a correr fazer o meu querido bolinho de nozes. Desta vez correu melhor que da anterior, não ficou anão... e ficou delicioso!!

Fiz assim:

Bati 380 gr de açúcar com 4 ovos inteiros (misturando-os um a um). Juntei 1 colher (sopa) de manteiga derretida, raspa de 1/2 limão e 1 colher (café) de canela.

À parte, misturei 350 gr de farinha com 1 colher (café) de fermento e 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio.

Juntei uma chávena de leite e finalmente 1 chávena e meia de nozes moídas.

Há quem diga que o bolo de nozes se deve fazer numa forma com buraco, mas por acaso não fiz. A única desvantagem é que baixa um pouquinho ao meio, na forma sem buraco, mas nada de preocupante...

Foi ao forno durante 35 minutos, e ficou assim:



Por acaso tinha pensado em o decorar apenas com açúcar em pó e canela, mas depois mudei de ideias:





A cobertura foi feita com meia tablete de chocolate para culinária, derretido em banho-maria com 2 colheres (sopa) de natas. Depois de derretido, e já fora do lume, juntei meia lata de leite condensado. Bem, nem vos digo nada... se continuo assim, vou ficar uma badocha! Mas ficou tããão bom... (adoro leite condensado)

No centro eu e a Carolina colocámos nozes e avelãs (directamente do Alentejo, claro!)

Obrigada, mãe e pai, por trazerem coisas tão boas.

Vai uma fatia?





segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Sonia, apresento-lhe a Gila

Cara Sonia, em resposta à sua questão sobre a gila, achei melhor colocar uma imagem, porque pensei que talvez aí no Brasil tivesse outro nome (é daqueles casos em que uma imagem vale por mil palavras). Andei a ver na net, e parece que aí também se chama gila, só que não existe em todas as regiões: é o que faz viver num país enorme como o seu...



Para dizer a verdade, eu aqui em Portugal também nunca vi o interior de nenhuma "ao vivo", só conheço mesmo o doce, mas compro-o em frasquinhos, não sou eu que faço. Inteira já vi, é da família das abóboras.

Aqui em baixo coloquei um excerto de um site brasileiro (brasilsabor), espero que você fique elucidada. E se puder prove o doce de gila, porque é muito bom.

«Os moradores de Bom Jesus adotaram uma fruta pouco conhecida como símbolo da cidade: a gila. No povoado de 12.000 habitantes, que costuma registrar temperaturas negativas no inverno, são raras as pessoas que nunca ouviram falar da gila. Porém, basta sair da cidade para a fruta se tornar desconhecida do público.
A gila é uma espécie de abóbora, de nome científico Cucurbita ficifolia, e se assemelha externamente a uma melancia. Mas ao abri-la, seu interior consiste de uma polpa branca e fibrosa, com sementes grandes e escuras. A fruta provém de uma planta perene, trepadora, com folhas manchadas de branco. A gila, que é conhecida desde a infância de muitos moradores idosos da cidade, se perpetuou pelos quintais das casas em Bom Jesus sem ter sido plantada. Aliás, muitos acreditam que as sementes não devem ser plantadas e sim jogadas sobre a terra para ocorrer a germinação.
Nos restaurantes de Bom Jesus é comum ver doces feitos de gila servidos como sobremesa. Já nos supermercados, é possível encontrar a fruta in natura ou pequenos pacotinhos com bombons de gila. »
Bom Jesus, RS
Bom Jesus pertence aos seguintes roteiros:
Porto Alegre, Serra e Litoral Gaúcho
Receitas
Doce de Gila

Nota: Neste site que eu citei, o nome em latim é "cucurbita"; Segundo a Cláudia (brasileira a viver na Noruega, e que estudou este fruto), é curcubita. Fiz uma pequena pesquisa no Google, e aparece das duas maneiras em imensos sites, portanto fiquei na mesma... vou tentar investigar melhor, mas não tenho aqui à mão os meus dicionários de Latim. Se chegar a alguma conclusão, darei informações.


sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Dia das Bruxas

Ora aqui está uma maneira simpática de assinalar o Dia das Bruxas & Cia. Obrigada, Kláudinha.





Eu por acaso não costumo ligar muito ao Halloween, porque acho que é uma "americanização" da nossa cultura, é uma festa que não faz (ou não fazia...) parte da nossa tradição ou cultura. Mas, como nos últimos anos tem vindo a ganhar mais expressão, e com crianças em casa, já se sabe que estas datas acabam por não poder passar despercebidas.

Está lindo, o selinho. Então esse morcego/vampirinho com um ar tão simpático, é delicioso!

É pena que no meu blog as imagens não fiquem com moldura.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Carinho nunca é demais...







Quando a Kláudinha me ofereceu este miminho, eu resolvi partilhar esse carinho com todas as amiguinhas que por aqui passam. Apesar de manter essa "oferta", resolvi agora, para espalhar mais um pouco esta onda carinhosa, reenviá-lo às veteranas, que é como quem diz, às minhas amigonas blogueiras mais antigas... se calhar algumas delas até já o receberam, mas neste caso, o carinho nunca é demais.


Sendo assim, aqui vai mais uma dose reforçada de carinho para as seguintes meninas, que são as minhas velhas amigas blogueiras, também como forma de retribuir o carinho que me têm dado, e porque estão aqui, no meu





Cenourita

Cláudia

Nana


Beijoquinhas para todas.




O Inverno já está a chegar?

Parece que sim...



Eu até gosto de chuva, juro que gosto, mas.... ó pá, logo de manhã, uma pessoa ter que ir levar o rebento à escola (já para não falar nas pessoas que têm 2 ou 3), mochila para um lado, sacola com o lanchinho para o outro, e mais os chapéus de chuva, e mais os casacões, e mais as poças de água, e os carros a passarem e a deitarem aqueles simpáticos salpicos, quando não são autênticas enxurradas... enfim, como agora se diz muito por aí, ninguém merece!!

Depois o problema maior é que as sargetas andam entupidas com as folhas secas, depois basta chover uma hora ou duas, para ficar tudo alagado. Hoje de manhã, no largo em frente à estação da CP de Alverca, parecia que já chovia há 3 dias sem parar, tal era a quantidade de água acumulada por todo o lado. Afinal o que é que as autarquias andam a fazer? A gastar dinheiro mal gasto, é o que é, e depois para os problemas principais, não há.

Já estamos nisto, e ainda falta um bom bocado para o Inverno chegar oficialmente...

E parece que nos próximos dias o mercúrio vai continuar a descer neste objecto:


Toca a pôr mais roupinha na cama, a tirar as mantinhas da arca e a ir buscar os casacos mais quentes que houver lá por casa. O Inverno está a chegar...
Resta-nos esperar pelo Verão de S. Martinho, também já não falta muito.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Margaridas tricolores com molho rosado




Pode parecer uma piada, mas não é: depois de ter feito este prato ontem, ou seja, em pleno Outono, e apesar de ter gostado do resultado, cheguei à conclusão que é um óptimo prato para a Primavera - é que tem um ar muito fresco!

Mas é muito bom, e sobretudo simples, factor que eu tenho sempre em conta.

A receita base está na TeleCulinária de Outubro, mas para variar fiz à minha maneira, que foi assim:

Cozi 200 gr de margaridas tricolores (até ontem desconhecia esta massa, mas achei-a muito bonita e original).





No pacote diz que o tempo de cozedura é 9m, mas eu não gosto muito da massa al dente, por isso deixei cozer mais uns minutinhos.


Enquanto a massa cozia, cortei em tirinhas 250 gr de fiambre.

Escorre-se a massa e passa-se por água fria. Deixei no escorredor enquanto preparei o molho:

Leva-se ao lume (brando) 3 dl de leite, uma colher de sopa de farinha e uma colher de sopa de margarina. Depois de bem misturado, acrescentei um pacote de natas levemente batidas (a receita pedia 1dl, mas antes que deixasse estragar a outra metade, usei tudo), 4 colheres de sopa de ketchup, um pouco de noz moscada e uma pitada de sal. Mistura-se bem (passei com a varinha mágica durante cerca de 1 minuto).

Coloca-se a massa no recipiente onde se pretende servir, coloca-se por cima as tirinhas de fiambre e rega-se tudo com o molho. Por cima pus coentros picados.

Fica muito bom, mas como já disse, "cheirou-me" a prato primaveril e não outonal.



Notas:
1. Se voltar a fazer antes do tempo quente, não vou passar a massa por água fria. Agora sabe-me melhor comida mais quentinha.
2. Embora não pareça na foto, o molho ficou mesmo rosado, ou, para ser mais precisa, uma cor entre o rosa e o salmão. MAS, na TeleCulinária, o molho, pomposamente chamado "rosé", também aparece branco, o que já é um consolo para mim... (ai ai que ainda me processam...)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Mimo com carinho


A simpática Kláudinha ofereceu-me este miminho carinhoso, vindo directamante do mundo dos piratas.

A Kláudinha é uma querida, conhecemo-nos há pouco tempo, mas isso não impede que já esteja a nascer mais uma amizade virtual. Não deixem de visitar o seu cantinho, para verem as coisas lindas que ela faz.

Kláudinha, se eu estivesse com a carteira mais recheada de piratinhas (ler €€), fazia já umas encomendas. Mas lá chegará o dia!!

Eu ofereço este mimo, junto com o meu carinho, a todas as amigas que tenho feito através deste blog, e àquelas que já tinha e que passam por aqui. Elas sabem quem são. Beijinhos para todas.

Contos de Fadas

Mundo de Fantasia



É tão querida, a minha amadinha.


E é tão bom viver nos contos de fadas... ou, neste caso, de sereias, princesas, palácios subaquáticos e companhia. Até os polvos e os peixes são coroados... será que a miúda vai ser monárquica??

Mas também não faltam uma mistura de peixe-agulha com peixe-serra e um mini tubarão, para contrabalançar.

Do lado esquerdo estão as rochas com algas e uma estrela do mar, e por cima (?!) o farol.

Ali ao meio é uma queda d'água, não sei muito bem é de onde é que ela sai... Ai que bom que é ter sete anos!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Formação de Adultos

Quem me conhece, ou quem leu o meu perfil, sabe que sou professora. Porém, nos últimos dez anos, só o fui em teoria. Sete desses anos foi por opção própria, mas nos últimos três foi por não obter colocação no ensino público.


Faculdade de Letras de Lisboa

A minha licenciatura é em Línguas e Literaturas Modernas (Português/Francês). Em 1996 terminei a profissionalização, através de um estágio de dois anos (um teórico e outro teórico-prático). A parte prática teve lugar na antiga Escola Secundária da Cidade Universitária, da qual guardo muito boas recordações.
Aqui está ela, ou melhor, o que ela era (entretanto foi extinta):



Em 1998 surgiu-me uma alternativa ao ensino que me seduziu bastante, e aproveitei a oportunidade: trabalhei durante quatro anos num jornal diário, na preparação da edição on-line. Entretanto, em 2002, esse jornal dispensou bastantes funcionários e colaboradores; infelizmente, eu estava incluída nesse número (grande parte do trabalho que eu fazia foi automatizada; é a velha história das máquinas a substituírem o trabalho do ser humano, nem sempre com os melhores resultados.....).

Bom, para resumir a história, desde então para cá tenho-me dedicado a diversos trabalhos, maioritariamente traduções. Actualmente, faço parte do grande número de pessoas que trabalha em regime dos já famosos recibos verdes, embora na prática não seja trabalhadora independente, mas, infelizmente, convém a muita gente que esta situação se mantenha...

Entretanto, desde há três anos a esta parte, tenho concorrido para o ensino público, sempre sem resultados!

Passado todo este tempo, surgiu-me finalmente uma oportunidade de dar utilidade ao meu estágio, pois desde o início deste mês estou a leccionar, desta vez numa escola profissional.

Trata-se de ensino para adultos (cursos EFA - Educação e Formação de Adultos), e curiosamente esta foi uma área que sempre me seduziu, e estou a gostar bastante. Confesso que estava um pouco receosa, devido à grande interrupção que tinha feito, mas estou bastante satisfeita. É curioso que não há comparação, em termos de motivação por parte dos alunos, entre os adultos e os adolescentes. Neste caso, a motivação é bastante grande, as pessoas querem mesmo aproveitar esta oportunidade de poderem obter a escolaridade que, pelas mais diversas razões, não puderam concluir no passado.

Está a ser muito, mas mesmo muito trabalhoso, por um lado devido às discrepâncias entre os formandos, e por outro devido à carga burocrática (muuuito papel, muitos conteúdos, muita planificação, etc., etc...), mas estou a gostar bastante. Começou por ser uma agradável surpresa, que espero que resulte num trabalho bastante compensador, tanto para mim quanto para todos eles.

domingo, 19 de outubro de 2008

Bolo de Amêndoa com Doce de Gila



Há duas semanas atrás, quando fiz o Bolo de Nozes, a simpática "justme" do blog All the World is my Home, falou-me de um bolo que fazia, com amêndoa e gila. Fiquei logo "de orelhas arrebitadas", como costumam ficar os gatos, de que ela também tanto gosta.

Muito gentilmente, a justme publicou a receita no seu blog, como podem ver aqui.

Ela chama-lhe Bolo Real, e com toda a razão: este bolo é mesmo digno de reis, sem dúvida!

Ontem decidi-me a fazê-lo, e posso dizer que é dos bolos mais deliciosos que já provei. Fica com um sabor divinal, e uma textura óptima, húmido e macio. Uma delícia!

Como sempre, fiz umas pequenas alterações, mas desta vez foram mesmo poucas. Já agora, quero esclarecer que não faço as alterações por achar que vou fazer melhor do que a receita de origem: o primeiro motivo é que, por vezes, não tenho todos os ingredientes, e o segundo, devo confessar, é mesmo uma mania minha, de alterar um ou outro detalhe.

Então, leva os seguintes

Ingredientes:

6 ovos

200 g açúcar (usei 150 g açúcar amarelo + 50 g açúcar branco)

250 g de amêndoa ralada (usei 150 g sem pele + 100 g com pele)

250 g doce de gila

1 colher (de café) de canela

raspa de 1 limão (não usei)


Faz-se assim:
Bate-se o açúcar com os ovos inteiros até ficarem espumosos. Em seguida, deita-se o doce de gila, o miolo de amêndoa, e a raspa de limão (não usei a raspa de limão, porque, incrivelmente, não tinha nenhum em casa, o que até é raro, já que gosto mto de limão). Acrescentei 2 colheres de sopa de farinha para dar mais consistência, porque a maior porção das minhas amêndoas era sem pele. No final, uma colher de canela.

Bate-se muito bem e vai ao forno (180º) cerca de 40/45 minutos, em forma muito bem untada. Este pormenor é mto importante, e o ideal até será usar papel vegetal, porque, devido à textura do bolo, tem tendência para agarrar um pouco no fundo.
Por esse mesmo motivo, deve deixar-se arrefecer muito bem antes de desenformar.

Fica pura e simplesmente delicioso. Quando repetir, só vou cortar um pouco no açúcar, já que o doce de gila também já tem bastante açúcar.




Decorei com doce de gila e açúcar em pó.






Nota: em relação ao açúcar, pode usar-se branco ou amarelo, dependendo do gosto da pessoa. Com açúcar amarelo fica mais molhadinho, mas também mais "frágil" ao desenformar.